Karl
Ranner não hesita em designar Maria como o ponto central da comunidade de
Pentecostes.
Ocupa um ponto central, sem estar revestida de poderes para tanto. Maria só ocupa porque está em ligação mais íntima com Cristo e o Espírito Santo do que os demais apóstolos.
Pallotti fundamenta o
apostolado leigo a partir de um ponto de partida negativo, Maria é um exemplo
insofismável de que para ser apóstolo não se requer qualquer poder hierárquico.
Os doze são chamados
antes de receber quaisquer poderes.
Apóstolo é todo aquele
que se engaja na difusão do Reino. A partir deste ponto de vista negativo
segue-se o positivo.
Pallotti se viu obrigado
a mostrar a partir de Maria que o leigo, mesmo sem qualquer poder eclesiástico,
é chamado ao apostolado.
O apostolado de Maria
realiza a síntese entre o apostolado do clero e dos leigos.
O silêncio de Maria fala
mais alto.
Será que não conservamos
um tesouro enterrado?
Em nossas comunidades
deveria se providenciar uma lugar de honra à imagem da Rainha dos Apóstolos.
Promover a maior participação possível dos fiéis.
Nossa Rainha cooperou
mais que todos os apóstolos para a realização e o prolongamento da salvação no
mundo.
Apostolado é tudo que
alguém pode e deve fazer para a Maior Glória de Deus e a salvação própria e do
próximo.
O título de Maria Rainha
dos Apóstolos não aparece antes de 1835. Pallotti viu e sentiu que a maior
necessidade do mundo é a salvação.
O mundo inteiro deve
entrar em contato com Cristo ou deve ser evangelizado. Por isso todos os membros
do povo de Deus são chamados ao apostolado, como dever decorrente do preceito da
caridade, o maior mandamento do Senhor, que move a todos a cuidar da salvação
do próximo como também da própria.
Sabendo que as iniciativas pessoais teriam mais eficácia, se dirigidas e unidas a um fim comum, criam a UAC, cuja missão é despertar a consciência nos cristãos da própria vocação ao apostolado.
MÃE
DO DIVINO AMOR

Em Roma, na Casa geral dos padres e irmãos palotinos, conservam-se, num pequeno museu os pertences de São Vicente Pallotti. Uma das lembranças mais bonitas é um pequeno retrato de Maria, pintado sobre marfim com uma caixinha de metal contendo relíquias.
O retrato de Maria
nessa pintura, é venerado sob o título de "Mãe do divino Amor". Pallotti sempre
carregava consigo essa caixinha, e quando alguém queria beijar-lhe a mão,
percebia, só depois, que beijava o retrato de Maria.

Pallotti que nos levar à devoção a Nossa Senhora, pois sua primeira obra publicada foi sobre Maria: "Mês de Maio". Cada vez que menciona o nome de Maria, suas palavras adquirem uma vivacidade e um tom especiais. Esses sentimentos, sem estarem fechados em si mesmos, devem levar ao culto de Cristo.
Assim Vicente Pallotti escreve durante o seu retiro para o subdiaconato: "A devoção a Nossa Senhora consiste, antes de tudo, em imitar seu Filho e dela aprender a imitá-lo. Promoverei com todos os meios a devoção a Maria, minha mais que enamoradíssima Mãe".