Celebração Vocacional: A vocação ao serviço

Baseada na mensagem do papa para o 40º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

  Preparar o ambiente com imagem de Maria, nossa mãe, Bíblia, velas, flores e símbolos vocacionais (trigo, barco, cartazes, etc.). Verificar antecipadamente os cantos e distribuir as leituras. Usar de criatividade, prevendo dinâmicas de participação. Não esquecer de destacar o Ano Vocacional.

Canto de entrada:

Refrão: O Senhor necessitou de braços / para ajudar a ceifar a messe. / E eu ouvi seus apelos de amor, / então respondi: / Aqui estou, aqui estou.

1. Eu vim para dizer, / que eu quero te seguir, / eu quero viver com muito amor o que aprendi.

 

1. INTRODUÇÃO

Saudação inicial por conta do animador.

A. (Animador): O tema da Mensagem do 40º Dia Mundial de Oração pelas Vocações convida-nos a voltar às raízes da vocação cristã, à história do primeiro chamado pelo Pai, o seu Filho Jesus. Ele é o servo do Pai, profeticamente anunciado como aquele que o Pai escolheu e formou desde o seio materno, o predileto que o Pai sustém e de quem se compadece, no qual depositou o seu espírito e a quem transmitiu a sua força e a quem exaltará.

T. (Todos): “Eis o meu servo, a quem escolhi, o meu Amado, em quem minha alma se compraz” (Mt 12,18, cf. Is 42,1-4).

L1 (Leitor 1): Aparece, imediatamente manifesto, o radical sentido positivo que o texto inspirado dá ao termo “servo”. Enquanto que, na atual cultura, aquele que serve é considerado inferior, na história sagrada o servo é aquele que é chamado por Deus a cumprir um particular ato de salvação e redenção, aquele que sabe ter recebido tudo aquilo que é e possui, e sente-se, então, também chamado a colocar ao serviço dos outros quanto recebeu.

T.: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20,28).

L2: O serviço, na Bíblia, está sempre ligado a um chamamento específico que vem de Deus e, precisamente por isso, representa o máximo cumprimento da dignidade da criatura ou aquilo que evoca toda a dimensão misteriosa e transcendente. Assim aconteceu também na vida de Jesus, o Servo fiel, chamado a cumprir a obra universal da redenção.

T.: “Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos” (Mc 9,35).

 

2. REFLEXÃO BÍBLICA

A.: Na Sagrada Escritura existe uma forte e evidente relação entre o serviço e a redenção, assim como entre serviço e sofrimento, entre Servo e Cordeiro de Deus. O Messias é o Servo sofredor que carrega sobre os ombros o peso do pecado humano, é o Cordeiro “conduzido ao matadouro” (Is 53,7) para pagar o preço das culpas cometidas pela humanidade e prestar, deste modo, o serviço de que ela mais precisa.

T.: O Servo é o Cordeiro que “foi maltratado, mas livremente humilhou-se e não abriu a boca” (Is 53,7), mostrando, assim, uma extraordinária força: aquela de não reagir ao mal com o mal, mas de responder ao mal com o bem.

L3: É a mansa determinação do servo, que encontra em Deus a sua força e por Ele, exatamente por isto, se torna “luz das nações” e operador de salvação (cf. Is 49,5-6). A vocação ao serviço é sempre, misteriosamente, vocação a tomar parte, de modo muito pessoal, também árduo e sofrido, no ministério da salvação.

T.: Jesus é, verdadeiramente, o modelo perfeito do “servo” de que fala a Escritura.

L4: Ele é aquele que, radicalmente, esvaziou-se de si mesmo para assumir “a condição de servo” (Fl 2,7) e dedicar-se, totalmente, às coisas do Pai (cf. Lc 2,49), qual Filho predileto em quem o Pai se compraz (cf. Mt 17,5).

A.: Preparemo-nos para ouvir a Palavra de Deus, um trecho do evangelho de Mateus.

Canto de aclamação (à escolha)

A.: O Senhor esteja convosco.

T.: Ele está no meio de nós.

A.: Evangelho de Jesus Cristo, segundo  Mateus (20,25-28).

T.: Glória a vós, Senhor.

L5: Naquele tempo, Jesus chamou os seus discípulos e lhes disse: “Sabeis que os governadores das nações as dominam e os grandes as tiranizam. Entre vós não deverá ser assim. Ao contrário, aquele que quiser tornar-se grande entre vós, seja aquele que serve, e o que quiser ser o primeiro dentre vós, seja vosso servo. Desse modo, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.  

A.: Palavra da Salvação.

T.: Glória a vós, Senhor.

Tempo para meditação. Poderá ser utilizado, também, de forma criativa, o texto do “Lava-pés”: Jo 13,1-15.

 

3. REFLEXÃO VOCACIONAL

A.: Como não ler na vida do “servo Jesus” a história de cada vocação, aquela história pensada pelo Criador para todo o ser humano, história que inevitavelmente passa através do chamamento a servir e culmina na descoberta do nome novo, pensado por Deus, para cada um?

T.: Em tal “nome” podemos alcançar a nossa própria identidade, orientando-nos para a nossa realização pessoal, que nos tornará livres e felizes.

A.: Como não ler a história vocacional de quem é chamado por Ele a lhe seguir mais de perto, a ser servo no ministério sacerdotal ou na consagração religiosa?

T.: A vocação sacerdotal ou religiosa é sempre, por sua natureza, vocação ao serviço generoso a Deus e ao próximo.

L6: O serviço torna-se, então, caminho e mediação preciosa para se poder compreender melhor a própria vocação, é um autêntico itinerário voca-cional.

T.: Jesus, o Servo e Senhor, é também aquele que chama. Chama a ser como Ele, porque só no serviço o ser humano descobre a própria dignidade e a dos outros.

L7: Ele chama a servir como Ele serviu: quando as relações interpessoais são inspiradas no serviço recíproco, cria-se um mundo novo, e neste desenvolve-se uma autêntica cultura vocacional.

Canto: 

Refrão: O Senhor necessitou de braços / para ajudar a ceifar a messe. / E eu ouvi seus apelos de amor, / então respondi: / Aqui estou, aqui estou.

2. Eu vim para dizer, / que eu quero te ajudar, / que eu quero assumir a tua cruz e carregar.

3. Eu vim para dizer, / que eu vou profetizar, / eu quero ouvir a tua voz e propagar.

 

4. PRECES

A.: Ressoa, ainda hoje, o apelo do Senhor Jesus: “Se alguém quer servir-me, siga-me” (Jo 12,26). Não devemos ter medo de acolher este apelo. Encontraremos, seguramente, dificuldades e sacrifícios, mas seremos felizes por servir, seremos testemunhas daquela alegria que o mundo não pode dar. Seremos chamas vivas de um amor infinito e eterno; conheceremos as riquezas espirituais do sacerdócio, dom e mistério divino. Dirijamos ao nosso Pai, algumas de nossas preces:

L8: Para que os jovens possam superar as tentações do individualismo e a ilusão de buscar a felicidade sem o ideal do serviço, rezemos:

T.: Senhor da messe, ouvi-nos e ajudai-nos a construir o vosso Reino, na generosidade e abertura ao outro, especialmente ao mais necessitado.

L9: Para que saibamos escutar a voz de Deus que nos chama ao serviço, rezemos.

T.: Senhor, mostrai-nos a alegria da gratuidade e nos ajudai a não procurar proveitos egoístas, mas sim a liberdade de servir por amor.

L8: Para que a nossa comunidade esteja aberta a acolher as vocações, as tantas formas de ministerialidade, do ministério ordenado aos outros ministérios instituídos e reconhecidos - a catequese, a animação litúrgica, a educação dos jovens, as várias expressões da caridade, rezemos:

T.: Senhor, fazei com que possamos exprimir a caridade com toda sua riqueza espiritual e apostólica.

L9: Para que o ideal sacerdotal seja constantemente purificado da sedução do poder, da ambição pessoal e de outras perigosas ambiguidades, rezemos:

T.: Senhor, ajudai os nossos ministros, nossos consagrados e consagradas a cultivarem a atração pelos valores e pelas escolhas radicais que fizeram ao serviço do próximo.

(Nas preces complementares lembrar do Ano Vocacional no Brasil e ouvir testemunhos  dos ministros ordenados, consagrados/as, leigos/as. Concluir o momento com o Pai Nosso)

 

5. CONCLUSÃO

A.:  Vamos concluir a nossa Celebração Vocacional olhando para Maria, Mãe da Igreja e Estrela da nova evangelização. Vamos invocá-la com confiança, para que não faltem na Igreja pessoas prontas a responder generosamente ao apelo do Senhor, que chama a um mais direto serviço do evangelho.

Lado A: Maria, humilde serva do Altíssimo, o Filho que geraste tornou-te serva da humanidade. A tua vida foi serviço humilde e generoso:

Lado B:  foste serva da Palavra quando o Anjo anunciou-te o projeto divino da salvação;

Lado A: foste serva do Filho, dando-lhe a vida e permanecendo aberta ao seu mistério;

Lado B: foste serva da Redenção, ‘estando’ corajosamente aos pés da Cruz, ao lado do Servo e Cordeiro sofredor, que se imolava por nosso amor;

Lado A: foste serva da Igreja no dia de Pentecostes e, com tua intercessão, continuas a gerá-la em cada um, também nestes nossos tempos difíceis e angustiosos.

Lado B:  A ti, jovem filha de Israel, que conheceste a inquietação do coração juvenil diante da proposta do Eterno, olha com confiança os jovens do terceiro milênio.

Lado A: Torna-os capazes de acolher o convite de teu Filho, a fazer da vida um dom total para a glória de Deus.

Lado B: Fá-los compreender que servir a Deus sacia o coração, e que só no serviço de Deus e do seu reino eles se realizam, segundo o divino projeto, e a vida se transforma num hino de glória à Santíssima Trindade.

T.: Amém.”

 

Segue a benção e o canto final.