1. O QUE É?
É uma forma
particular de ajuda oferecida ao candidato a uma vocação de consagração
especial, para que, crescendo: na fé; na maturidade humana; na consciência
do próprio projeto de vida possa dar uma resposta livre, consciente e
ativa a Deus que o chama
ao seguimento de Cristo.
2. MOTIVAÇÕES E DESAFIOS
2.1. Razões do Acompanhamento Vocacional
Um Acompanhamento Vocacional se torna sempre mais necessário por várias razões:
a) O jovem, atualmente, chega mais tarde a uma MATURIDADE; apresenta-se bastante inseguro e procura mais luz e segurança na ORIENTAÇÃO VOCACIONAL.
b) Os ambientes familiares, a sociedade, e as Comunidades Eclesiais não favorecem adequadamente o desenvolvimento vocacional.
c) A história
evolutiva da pessoa, marcada às vezes, por situações familiares
e ambientais pesadas, deixa facilmente nos Jovens carências que devem ser
preenchidas, ou condicionamentos a serem superados. Este trabalho
educativo torna-se mais fácil,
se assumido a tempo e no próprio ambiente de vida do interessado.
d) É necessário
apresentar ao candidato as exigências de sua vocação e ajudá-lo
a adquirir as qualidades necessárias para sua realização.
2.2. Dificuldades do Acompanhamento
As dificuldades mais
freqüentes para o acompanhamento são:
a) O escasso número
de pessoas que possam dedicar-se ao acompanhamento. Muitas vezes são
sobrecarregadas e com pouco tempo à sua disposição.
b) O perigo do desanimo perante as tentativas que falharam.
c) A desconfiança
dos Jovens, diante de uma proposta de direção espiritual e de um caminho
vocacional, que no passado não foi sempre apresentado com prudência e
com respeito à liberdade pessoal.
d) Dificuldade do Jovem em encarar os problemas do mundo e da Igreja a partir da luz da fé e da orientação da Igreja, olhando tudo com uma ótica mundana e materialista sem fé sem confiança na Misericórdia de Deus, portanto, sem esperança de mudanças das situações.
e) Rejeição implícita ou explícita às Instituições.
f) Formação em
fase de transição: diferença de mentalidade entre educadores e Jovem
à procura de sua Vocação.
3. QUEM É O SUJEITO DA CAMINHADA VOCACIONAL? ( ISTO É, QUEM FAZ A CAMINHADA?)
3.1. É o Jovem dos
nossos ambientes humanos e religiosos, rico dos valores e das
possibilidades que a natureza e a graça de Deus lhe fornecem,
condicionado
pelos tantos aspectos negativos que encontra ao longo de sua caminhada
educativa.
3.2. É importante não generalizar, positiva ou negativamente, mas, procurar conhecer cada aspirante nas suas situações concretas.
3.3. Condições a serem olhadas com atenção:
a) O ambiente familiar, nos aspectos afetivo-relacional, religioso, econômico...
b) O ambiente social. As características que apresenta o lugar onde o jovem cresce tem influência sobre sua visão social e religiosa. Por exemplo, ambiente da roça ou urbano, do centro ou da periferia...
c) O ambiente religioso da Paróquia ou Comunidade no qual o Jovem foi educado e participou.
d) O estado de saúde
física: se teve problemas particulares, se alguma doença física
ou psicossomática o está atrapalhando, se há precedentes familiares
sintomáticos...
e) O grau de
maturidade, a correspondência entre "idade cronológica" e
"idade
psicológica", os aspectos melhores e os limites do seu temperamento,
a capacidade de relacionar-se, o grau de sociabilidade, a serenidade
sexual, a maturidade
volitiva, a capacidade de iniciativa e de liderança...
f) O nível de
estudo e sua história escolar. O lugar onde estudou é normalmente
indicativo
da preparação alcançada.
g) Os compromissos pastorais na comunidade, a participação em grupos eclesiais, o tipo de consciência eclesial.
h) A maturidade vocacional: o tempo de despertar da vocação, sua base interior, se prevalentemente afetiva ou volitiva, a clareza motivacional, o grau de orientação para uma particular vocação.
CASOS ESPECIAIS:
3.4. Merecem atenção própria alguns casos que são chamados "especiais":
a) As vocações de pessoas adultas ( 25 anos para cima), vocações possíveis, mas que devem ser estudadas e acompanhadas com cuidado.
b) As vocações "relativas". Há jovens que procuram em qualquer canto, que insistem apesar de experiências negativas e de rejeição. Normalmente tem base em problemas pessoais (homossexualidade, imaturidade sexual, falta de personalidade, imposição dos pais), que desaconselham uma vocação consagrada.
c) Os casos que são conseqüência de situações especiais da família: os filhos de pais separados. Merecem um cuidado particular, não são automaticamente descartáveis ou necessariamente negativos, mas podem levar as marcas negativas, talvez pesadas, de um ambiente desfavorável.
d) Os
"oportunistas": são bastante freqüentes os casos de jovens que
procuram uma
sobrevivência fácil ou auto promoção na vida sacerdotal ou religiosa.
e) Ex-drogados, experiências sexuais, alcoólatras, ex-alcoólatras, doenças mentais na família, ou na própria pessoa, filhos de mãe solteira.
4. QUEM É O ACOMPANHADOR VOCACIONAL?
4.1. O acompanhador vocacional é a pessoa que se dedica a ajudar o Jovem a discernir sua vocação e a criar as condições para realizá-la.
Quem pode dar este acompanhamento?
4.2. As pessoas que podem dar o acompanhamento vocacional são muitas e diferentes:
a) Os sacerdotes responsáveis de paróquias, de movimento ou dedicados a tarefa preciosa e sempre mais rara da "direção espiritual".
b) Os educadores religiosos, comprometidos na área educativa vocacional.
c) Qualquer religioso que viva com maturidade e alegria a própria vocação.
d) Leigos adultos, com a sensibilidade boa e adequada preparação humana e espiritual.
4.3. É oportuno, e
até necessário, que em cada região haja pessoas qualificadas e
especificamente encarregadas do acompanhamento vocacional.
4.4. São importantes algumas características do responsável pelo acompanhamento.
Características do Acompanhante Vocacional:
a) Que seja uma
pessoa com o coração livre de preconceitos, capaz de ouvir a história
pessoal dos Jovens hoje.
b) Uma pessoa a serviço da misericórdia, que ajuda o aspirante a superar o passado e a abrir-se para o futuro, á luz de Deus; o momento culminante deste auxílio tem lugar no Sacramento da Reconciliação.
c) Uma pessoa de
contemplação que, de acordo com o Jovem, reconhece em Deus o caminho da
vida.
d) Uma pessoa capaz de dar resposta, não segundo a prudência humana, mas segundo o projeto de Deus.
e) Uma pessoa atenta
à solidez da formação, de modo que o crescimento cristão, a procura e
a descoberta, a iniciação na vocação pessoal sejam, na vida de um
Jovem de uma Jovem, momentos de um único caminho de fé.
f) Uma pessoa capaz de testemunhar uma paciência plena de esperança, na caridade e na alegria de uma profunda confiança na Graça do Senhor.
g) Uma pessoa que tenha um bom conhecimento dos problemas psicológicos e sociológicos da juventude atual.
h) Uma pessoa capaz
de acompanhar os Jovens na descoberta e escolha da própria vocação, com
espírito eclesial e respeito à liberdade não condicionada por preocupações
pessoais ou de grupo.
ACOMPANHAMENTO em Sintonia com uma Igreja Local.
4.5. É necessário
que o acompanhamento vocacional não trabalhe isoladamente: deve partilhar
das equipes vocacionais locais ou diocesanas, estar em sintonia com a
consciência da Igreja particular nacional e universal e com a caminhada
vocacional destas.
4.6. Algumas atitudes importantes do orientador:
a) Demonstrar real interesse pelo vocacionado, acolhendo-o fraternalmente, colocando-se à disposição para acompanhá-lo, depositando confiança nele e valorizando-o. Escutar mais do que falar, partir da experiência existencial dele.
b) Fazer ver a seriedade da vocação para a vida consagrada, cuidando de facilitar o prosseguimento do processo. Também não rotular o vocacionado de padre ou irmã nem levá-lo a viver como consagrado através de uma série de condicionamentos.
c) Respeitar a
intimidade de vocacionado, não buscando obter informações
pormenorizadas
logo nos primeiros contatos. Recomendar livros de fácil compreensão.
5. ACOMPANHAMENTO:
OS OBJETIVOS
5.1. O acompanhamento visa ao amadurecimento pessoal e comunitário do Jovem, a fim de que possa realizar sua integração adulta na Igreja, fazer com plena responsabilidade sua opção vocacional e testemunhar com a vida a autenticidade de sua vocação.
5.2. Visa também a superação ou integração de inibição e medos, muitas vezes inconscientes, que dificultam ou até impedem:
- a liberdade na opção;
- a franqueza a abertura para o diálogo;
- a vitalidade pessoal e apostólica;
- a criatividade;
- a capacidade de assumir, decidir e ser constante;
- o amadurecimento da área afetivo-sexual da
pessoa.
ETAPAS
5.3. Na caminhada de acompanhamento podemos distinguir 3 etapas:
a) O despertar da vocação.
b) A etapa de
discernimento vocacional, de aprofundamento da consciência de ser
chamado, de amadurecimento das qualidades que tornam possível uma escolha
vocacional.
c) A opção vocacional específica e a decisão de ingressar na casa de formação.
Nas três fases a
presença e a ação do acompanhador torna-se importante.
5.4. Alguns aspectos
qualificantes do DISCERNIMENTO
( 2ª Etapa), a serem realizados pelo vocacionado:
a) Suficiente
conhecimento de si e capacidade de autodomínio, descobertas dos dotes
humanos,
consciência do grau de maturidade alcançado, aceitação dos seus
limites e esforço
concreto para um crescimento.
b) Uma vida cristã
vivificada pela palavra de Deus e pela prática sacramental. Esta deveria
levar a um aprofundamento de amizade com Cristo e a uma descoberta de sua
responsabilidade para com a Igreja e para com um serviço ministerial.
c) Finalização, se
for possível na situação concreta do seu ambiente,
dos estudos do segundo grau.
d) Formação catequética
básica, iniciação à oração pessoal e colaboração com os responsáveis
da comunidade eclesial.
e) Esclarecimento e amadurecimento dos aspectos vocacionais: capacidades, atitudes, motivações, boa e reta vontade.
f) Conhecimentos das
diferentes vocações na Igreja e aprofundamento da particular vocação
a qual se sente chamado.
6. OBSERVAÇÕES
SOBRE O ACOMPANHAMENTO
- O Processo
Vocacional -
6.1. É preciso
considerar que, entre a descoberta da vocação e a decisão, existem períodos
de:
1. incertezas;
2. questionamentos;
3. dúvidas;
4. experiências significativas.
Trata-se de um
processo de discernimento, que será tanto mais válido quanto mais for
realizado na vida real e exigente do dia-a-dia de uma pessoa inserida na
sua
comunidade.
6.2. A preparação
básica para amadurecimento vocacional que resulta numa decisão
pessoal, livre e madura deve levar em conta as diversas
situações de:
a) estudantes;
b) operários;
c) agricultores.
O ideal seria que os
vocacionados não perdessem o contato com a realidade nem se
desenraizassem de seu contexto social e cultural, mas que fossem
acompanhados,
quando possível:
1. por suas próprias
famílias;
2. por seu pároco;
3. agentes da P.V., que procurarão ajudá-los a inserir-se em algum serviço
na Comunidade,através do qual cheguem a descobrir sua vocação pessoal.
6.3. Importante a
observação deste Padre Arrupe, sacerdote jesuíta: "A questão
das vocações à vida religiosa é, antes de tudo, um problema de fé. Na
origem de
toda vocação religiosa há um encontro com Cristo na fé, e toda
descoberta, acompanhamento
e amadurecimento das vocações à vida religiosa deverá referir-se a
experiência
maravilhosa deste encontro, sob pena de perder toda sua autenticidade e
seu valor inspirado".
6.4. O que lembrar ainda?
a) Os jovens de hoje são bem diferentes.
b) Devemos formá-los no e para um mundo em rápida evolução.
c) Os jovens hão de
encontrar as dificuldades do mundo, hoje, em qualquer gênero de vida que
escolham.
d) Não poderemos solucionar as dificuldades da vida religiosa e do apostolado futuro sem juntar nossa experiência aos anseios dos Jovens que hoje se sentem chamados por Cristo.
6.5. Quando um Jovem
ou uma Jovem tomam consciência do chamamento divino, dão se conta
ordinariamente da necessidade e utilidade de unir-se a outros que vivem os
mesmos ideais. Além disso, sente a necessidade de um guia espiritual idôneo,
para descobrir e seguir
com clareza crescente o próprio caminho.
6.6. O
"acompanhamento individual" é sempre necessário, mesmo quando
existe uma orientação
em grupo. Além disso, em certas situações, a orientação individual é
a única
possível.
Ela é um serviço de:
a) escuta;
b) de misericórdia;
c) de esperança, que encontra sua fonte na contemplação dos mistérios de Deus e da Igreja.
6.7. A pessoa que desenvolve o ministério do acompanhamento respeita a liberdade do caminho do jovem, da jovem, o qual é sempre um caminho pessoal.
6.8. O acompanhador
propõe, antes de tudo:
* CRISTO que veio realizar o desígnio divino da salvação.
* Propõe o EVANGELHO, que ilumina o sentido da vida.
* Propõe o MINISTÉRIO DA IGREJA, que continua no mundo a MISSÃO SALVADORA DE JESUS.
* Ajuda a tornar
consciência das DIVERSAS VOCAÇÕES CONSAGRADAS, para viver totalmente
segundo CRISTO, na IGREJA, para o MUNDO.
* Convida a cada um a PROCURAR O "SEU" LUGAR: "SENHOR, QUE QUERES QUE EU FAÇA?"
* Ampara-o para que dê o SEU "SIM".
* PROCURA prudentemente os SINAIS DE UMA VOCAÇÃO para cultivá-los e pô-los à prova.
6.9. Sugestões Práticas ao Acompanhador:
a) Levar em consideração que O VOCACIONADO É ALGUÉM ESCOLHIDO POR DEUS. A Vocação deste jovem não é fruto de técnicas humanas, mas, OBRA DE DEUS, que chama ainda hoje para uma MISSÃO na Igreja e no mundo.
b) Ajudar POR TODOS OS MEIOS, para que:
* o vocacionado cresça
na sua fé
* na sua vivência cristã
* no seu engajamento pastoral na vida e ação da Comunidade a que
pertence
* seja assíduo aos ensinamentos da Igreja na participação na Eucaristia
e demais
sacramentos
* Esteja atento ao crescimento do jovem em todas estas dimensões.
c) ESTUDAR E INTERPRETAR à luz das DIRETRIZES DA IGREJA, com a ajuda das ciências pedagógicas, AS ORIGENS DA VOCAÇÃO DO JOVEM.
d) Verificar o grau de INTERESSE PELOS ESTUDOS. Entrar em contato com alguns professores idôneos, para ter alguma informação sobre o Jovem.
e) verificar o interesse do jovem:
* pelo trabalho, e eventualmente, que trabalho profissional já exerceu e com que eficiência.
* pelos afazeres de sua própria casa e ajuda aos pais.
* como se comporta quando tem dinheiro à sua disposição, etc...
f) procurar saber:
è qual o grau de
participação na vida paroquial
è no apostolado próprio para jovens de sua idade.
è verificar junto ao pároco sobre a vivência cristã do jovem.
g) verificar atentamente:
è qual o grau de aceitação do jovem:
· dentro da família.
· pelo grupo de colegas de escola.
· pelo grupo de jovens da paróquia.
a aptidão à vida comunitária está aqui em evidência!
h) procurar obter um
diagnóstico objetivo a respeito da saúde física e mental.
i) verificar a
estabilidade e perseverança do jovem quanto à busca e consecução
de objetivos.
j) orientar os vocacionados nos momentos de superficialidades, dúvidas, incertezas, procurando levá-los a uma certa estabilidade na vocação.
k) criar um clima de sinceridade, entre o orientador e o jovem.
l) colocar o jovem bem diante das exigências de cristo, de seu evangelho, verificando as reações que estas exigências provocam nele.
m) dar uma visão
bem clara a respeito
dos ministérios e serviços que a igreja
lhe oferece. explicar detalhadamente os tipos de vocações
na igreja.
n) suscitar amor e
respeito pelas pessoas que
detêm autoridade na igreja.
o) fazer com que o
jovem se coloque no seu devido
lugar, enquanto vocacionado, sem antecipar atitudes,
ou assumir atitudes ou funções de padres
e religiosos(as), queimando etapas.
p) promover entre o
jovem o seu acompanhante
um clima de oração e diálogo
com deus, que é autor da vocação
de ambos.
q) levar o jovem a
fazer uma opção
sem coações. a resposta deve ser dada
a deus e por amor a ele exclusivamente acima de tudo
assuma com alegria a missão que Deus lhe destina.
6.10. com relação à família do vocacionado
a) procurar os dados pessoais dos pais, irmãos, parentes próximos do vocacionado, usando fichas preparadas com dados especiais.
b) entrar em contato
com o bispo, o pároco,
o animador da comunidade, procurando saber mais sobre
a vida que o vocacionado vive EM FAMÍLIA, E
levando também a ele as impressões colhidas.
c) observar e interpretar: è as atividades è as idéias è a mentalidade dos membros da família, respeitando-as e dirigindo-as para o bem da vocação do jovem.
d) Observar as opiniões e reações dos pais e irmãos com relação à Igreja em geral, principalmente à atuação em meio aos mais pobres.
analisar o grau de:
· abertura
· fraternidade
· generosidade
· e acolhimento da família em geral.
f) observar e
acompanhar na medida do possível, as pessoas da família que exercem
outro tipo de pastoral.
g) procurar ser
objetivo nos momentos em que achar necessário opinar sobre o
comportamento
da família, ou de alguma pessoa em particular. A sinceridade nestes
momentos, é a chave da confiança da família no orientador do(a)
filho(a).
h) ser sincero com
os pais e usar expressões claras, quando incentiva o filho na sua vocação,
ou quando deve aconselhá-lo a tomar outro rumo. deixar claro que tal
decisão não é
fruto de opinião pessoal, mas, de uma séria interpretação dos desígnios
de deus.
i) levar em grande consideração a família. ela é a fonte primeira da graça que deve levar o filho a uma opção livre, madura e responsável.
j) solicitar de todos os casais cristãos que se organizem para:
è orações.
è horas santa e vigílias eucarísticas , pela vocação de seus filhos.
* comunidade *
6.11. além da família,
a comunidade é o lugar importante de formação humana, cristã e apostólica.
A comunidade tem mais condições para acompanhar o jovem vocacionado, e
pode até suprir estas deficiências do ambiente de origem.
* acompanhamento em grupo *
6.12. importante, e,
podemos dizer indispensável, é o "acompanhamento em grupo". O
grupo
desempenha um papel particularmente eficaz:
· na aquisição da
maturidade humana e cristã.
· na conquista do equilíbrio afetivo.
· na consolidação da fé, especialmente em situações de ambiente
marcados pela indiferença ou pela incredulidade.
* possibilidades do
grupo *
a) propor
explicitamente a vocação para os ministérios ordenados e para outras
formas de vida consagrada.
b) descobrir o valor:
1. da oração;
2. da meditação;
3. da vida comunitária;
4. do compromisso apostólico;
5. da direção espiritual que ilumina e sustenta várias experiências.
c) manter contatos e
colaborar com as famílias mas quais os jovens vivem sua vida cotidiana.
d) manter contatos com a comunidade paroquial e colaborar com suas atividades espirituais e apostólicas.
e) manter contatos e colaborar com:
1. seminaristas;
2. com noviciados;
3. noviços;
4. institutos de formação missionária;
5. aspirantes;
6. com membros de institutos seculares;
7. pessoas que se orientam para ele.
6.14. é necessário
que o vocacionado participe de um grupo que tenha uma atividade apostólica
regular, assumida com seriedade, de preferência junto aos pobres, e
verifique com seu orientador se aí experimenta a alegria, crescimento,
realização de si mesmo.
Observação: este
conteúdo foi extraído da apostila da diocese de Marília e dos Jesuítas
com algumas adaptações de Irmã Vera Letícia; ele não esgota o assunto
ainda, porém já é uma ajuda para os agentes de pastoral vocacional.